Visões perigosas : uma arque-genealogia do cyberpunk

Esse trabalho trata dos conceitos de cyberpunk enquanto um modo de ser da cibercultura. Seu principal objetivo é apresentar o cyberpunk como um subgênero e uma subcultura híbrida que se encontra no âmago de um imaginário tecnológico. As categorias de arqueologia e genealogia de Nietzsche e Foucault foram utilizadas com o intuito de investigar a comunicação como uma rede de forças de diferenças e similaridades que acontecem no desenvolvimento do conceito, do movimento literário ao fenômeno da cultura pop. O cyberpunk é um subgênero cuja tradição é herdada das visões obscuras e distópicas do romantismo gótico, e sua atitude origina-se de um passado de contracultura. Nesse contexto, o escritor norte-americano de ficção científica Philip K. Dick (1928-1982) é “transformado” em um visionário proto-cyberpunk, através das adaptações cinematográficas de suas obras (Blade Runner, Total Recall e Minority Report). A análise das temáticas do corpo, do personagem e da cidade aliadas ao technoir dos filmes, mostra o cyberpunk como um modo estético da cibercultura, ilustrando assim os seus diferentes conceitos. Uma visão de mundo que pode ser relacionada à arte, à cultura e à tecnologia; assim como aos desdobramentos em subculturas hacker e industrial.

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